Votos nulos em Paulistana-PI: votos de protesto ou falta de conhecimento em operar a urna?

 

Após o fim das eleições municipais é imprescindível uma análise dos números de votos em relação aos eleitores aptos, abstenções, brancos e nulos.  Fazendo um comparativo quanto ás duas últimas eleições municipais para o cargo de prefeito (2012 e 2016), por exemplo, o número de eleitores saltou de 14746 para 15950 e posteriormente caindo para 15190 em 2020, redução esta, provavelmente relacionada à ausência do recadastramento biométrico ocorrido no começo do primeiro semestre de 2018 por parte da população.


Por outro lado, o número de votos nulos, cai de 783 em 2016, para 542 em 2020, representando uma queda de mais de 30%. Sabendo que o número de eleitores aptos em Paulistana é de 15 190, os votos nulos para prefeito representam 4, 02% do eleitorado, ou seja, em cada 100 eleitores, quatro votaram nulo. Estes votos, todavia, podem não só representar a escolha do povo em não votar em alguém, mas como a falta de conhecimento em operar as urnas eletrônicas. Embora o aparelho não seja mais novidade, muitos eleitores apresentam dúvidas no momento da escolha dos seus candidatos. Nas eleições municipais de 2020, os votos nulos para vereador, por exemplo, alcançaram a 7ª posição entres os vereadores mais votados com 735 votos, sendo 372 na zona urbana e 363 na zona rural.


Outro número que nos chama atenção são os relacionados às abstenções. Nas eleições municipais de 2020 houve uma considerável queda no número de pessoas que não votaram. Em 2012, Paulistana teve 2305 abstenções, número que representa 15,63% do eleitorado, em 2016 esse número sobe para 2458 (15,41% dos eleitores), já em 2020, o total caiu para 1704 eleitores que não compareceram as urna no período eleitoral. A queda pode ser entendida pelo momento pandêmico que o país vive. Eleitores que têm seu domicílio eleitoral em Paulistana, residentes em outras partes do país, retornaram à cidade pelo fechamento de grande parte dos estabelecimentos, gerando alto índice de desemprego nestas regiões.


Confira detalhadamente os gráficos comparativos destes números em relação às três últimas eleições municipais:





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